Por Richard Widmarck

Quem participou do encontro “Uberlândia abraça Leninha” sentiu na prática o que significa disputar a presidência estadual do PT-MG com a marca de uma liderança que escuta, conecta e organiza. Não foi apenas uma presença simbólica, mas uma demonstração viva de como a candidatura de Leninha pode representar, já, agora, um novo paradigma de direção estadual: um PT que une e valoriza, que escuta e propõe, que organiza com base nas experiências concretas das companheiras e companheiros de base.
Logo após as falas de vário dirigentes e militantes — muitos vindos de diferentes cidades do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas — Leninha assumiu a palavra, não para centralizar o discurso, mas para devolver em forma de síntese aquilo que recebeu como contribuição de cada fala. Citou nomes, relembrou trechos das intervenções, fez referência aos desafios locais apontados e, com isso, construiu um ambiente de valorização real da militância. Essa forma de escuta ativa e devolutiva se diferencia do padrão verticalizado que hoje marca parte da direção estadual.
É disso que se trata a concertação no PT: não é acordo de cúpula, é escuta transformada em orientação estratégica.
Concertação como método político-organizativo
O sentimento que emergiu nas rodas de conversa posteriores ao evento foi claro: Leninha não falou por cima, falou com cada uma e cada um. Quando retomou a fala do companheiro sobre saúde, da companheira sobre a juventude periférica ou da companheira mãe solo sobre seus dois filhos autistas ali presentes, Leninha sinalizou um estilo de liderança que tem profundidade: ela tece um projeto de conjunto a partir da vida e da luta que cada militante carrega como história e proposta.
Essa postura traduz em prática aquilo que, no plano nacional, se compreende como a passagem de uma política de coalizão para uma política de concertação — conceito que se fortalece no atual ciclo do governo Lula e se articula com a necessidade de reorganização partidária para 2026.
A candidatura de Leninha encarna essa passagem:
Do mandar de cima para o reconhecer e construir com os de baixo;
Da disputa de espaços ao compartilhamento de responsabilidades;
Do controle burocrático do PT-MG para uma direção política enraizada nos territórios e aliada do projeto nacional de reeleição de Lula.
O PT que se organiza com escuta e memória da base
O evento foi pedagógico: mostrou que Leninha sabe transformar um encontro político em espaço de escuta ativa, produção de sentido coletivo e reorganização do partido. Ao dialogar a partir das falas de cada pessoa, ela devolveu à militância algo precioso: o sentimento de pertencimento e o reconhecimento de que suas vozes ouvidas constroem o rumo político.
Esse gesto simples — mas profundamente político — de citar as falas de cada militante antes de propor sínteses, quebra o ritual autoritário de eventos partidários onde só os dirigentes falam e a base escuta. Em Uberlândia, a base falou, e a direção escutou. E Leninha sintetizou, costurou e devolveu — como deve fazer quem lidera um processo de reconstrução partidária.
Conclusão: Leninha é articuladora da concertação de Minas Geras rumo a vitória de 2026.

A partir da vivência no encontro de Uberlândia, reforça-se a conclusão anterior com uma camada de verificação prática e afetiva: Leninha tem condições reais de se firmar no PED 2025 como a presidenta estadual da concertação petista em Minas Gerais. Sua candidatura já nasce como ponto de união entre filiados, dirigentes e aliados — não por imposição, mas por escuta, síntese e articulação. Ao agir assim, reforça o alinhamento com a estratégia nacional do presidente Lula e fortalece o campo popular e democrático para a disputa de 2026 em Minas.
Mais do que uma alternativa à atual direção, Leninha encarna um novo jeito de fazer direção: não centraliza o poder, descentraliza com confiança. E é por isso que, em cada abraço e fala ouvida em Uberlândia, ela deixou um sentimento forte: é possível reconstruir o PT-MG de baixo para cima, com afeto político e direção coletiva.



